ClaudIA
O blog do salão

Página de marcações online para o seu salão, sem comissões

Atualizado 2026-08-24 · 4 min de leitura

Há sempre alguém que nunca lhe vai escrever. Vê o seu Instagram às onze da noite, pensa «tenho de marcar», olha para o relógio, decide que amanhã telefona — e amanhã não telefona. Não é que não quisesse ir: é que entre a intenção e a sua agenda havia uma conversa, e nem toda a gente tem vontade de a ter.

Uma página de marcações online é exatamente isso: tirar a conversa do caminho de quem não a quer. E fazê-lo sem lhe custar uma comissão por cada marcação.

O que é (e o que não é) uma página de marcações

É uma página com endereço próprio, onde alguém escolhe serviço, pessoa e hora, deixa o nome e o telemóvel, e a marcação entra na sua agenda. Ponto. O que não é: um marketplace. Aí o seu salão aparece ao lado de outros vinte e a plataforma cobra por lhe trazer clientes novos — é outro modelo, e vale a pena fazer as contas antes de o abraçar. A sua página não a descobre ninguém: põe-na você, onde já olham para si.

O que deve ter, e o que quase nunca tem

1. A sua marca, não a do fornecedor. É a falha mais comum: dão-lhe uma página genérica com o seu nome por cima. Uma das grandes plataformas di-lo sem rodeios no seu próprio centro de ajuda — a página que lhe dão «fica bem, mas não pode personalizar o design para refletir a sua marca». Se alguém toca a partir do seu Instagram e aterra num ecrã que parece de outra empresa, a primeira reação é duvidar.

2. Tem de ler a sua agenda a sério. Não um calendário à parte que alguém acerta depois. A página tem de perguntar à mesma agenda que você usa, com a duração real de cada serviço e o horário de cada pessoa. Caso contrário, a sobreposição é uma questão de tempo.

3. É você que manda na janela. Duas definições que parecem menores e não são: com que antecedência mínima se pode marcar (para que ninguém lhe ponha uma marcação a dois minutos) e quantos dias à frente se oferecem. Uma agenda aberta a um ano não significa nada: nem sabe quem estará a trabalhar nem a que preço.

4. Uma saída para quem prefere falar. Um botão de WhatsApp na mesma página. Quem abre um formulário e não o termina, hoje perde-se; com a porta do lado aberta, acaba a falar consigo.

Antes de dar o link: quatro coisas, uma só vez

1. Os seus serviços, com preço e duração. A duração é a peça que decide se a marcação cabe no espaço livre; um catálogo a meio é a causa número um das horas estranhas. 2. A sua equipa e os horários — quem faz o quê e quando: a página só pode oferecer o que você tiver configurado. 3. O seu logótipo e a sua cor, que é a primeira coisa que se vê, antes de ler seja o que for. 4. A janela: antecedência mínima e dias à frente, como acima.

Depois, antes de anunciar seja onde for, abra-a no seu telemóvel e faça uma marcação de teste. Demora dois minutos e mostra-lhe coisas que mais nada mostra: um serviço sem duração, uma pessoa sem horário, um preço que queria ter mudado há meses.

Onde se põe o link (por ordem do que traz)

A sua ficha do Google é o que move mais tráfego, de longe: quem o procura no telemóvel está a um toque de marcar. Depois a bio do Instagram e um destaque. Depois um código QR impresso na porta — com o salão fechado continua a trabalhar. E o seu site, se o tiver, com um botão visível. Um detalhe pouco aproveitado: links por serviço ou por pessoa. «Marque as suas unhas comigo» é tocado muito mais do que «marque aqui».

A conta que interessa

Não é «quanto custa a página». É esta: das marcações que vai receber por aí, quantas são de clientes que já eram seus? Porque quem já vai consigo e marca por um marketplace é alguém por quem pode acabar a pagar duas vezes. A captação tem um preço justo; a fidelidade já a pagou você, com anos de trabalho.

E uma coisa que nunca devia acontecer

Se alguém de sempre marcar pela internet, não pode aparecer-lhe como ficha nova. O historial, os pacotes, a fórmula de cor: está tudo ligado ao telemóvel dessa pessoa. Que o sistema a reconheça mesmo que escreva o número sem o indicativo é a diferença entre uma agenda que soma e uma lista de duplicados que alguém terá de limpar à mão. Pergunte antes de contratar seja o que for — é o tipo de coisa que não se vê numa demonstração e se sofre ao terceiro mês.

A sua própria página de marcações, com a sua marca e sem comissão por marcação

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