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Chamadas perdidas: quanto custam ao seu salão

Atualizado 2026-07-10 · 3 min de leitura

Está com as mãos numa coloração. Toca o telefone. Não o pode atender — obviamente, está a trabalhar. A cliente que ligava queria madeixas para sábado. Ao terceiro toque sem resposta, desliga e marca o salão seguinte do Google. Aquela marcação acabou de sair da sua caixa para a da concorrência, e nem sequer deu por isso. Hoje vamos pôr um número a esse buraco, porque enquanto não o calcula, não dói o suficiente para o resolver.

A conta que nenhum salão quer fazer

No setor dos serviços, cerca de quatro em cada dez chamadas perdem-se em horário de trabalho — e num salão, onde quem atende é a mesma pessoa que corta, pinta e cobra, a realidade costuma ser pior. Façamos a conta conservadora:

1 marcação perdida por dia × 35 € de valor médio × 22 dias úteis = 770 € por mês a sair pela porta. Mais de 9.000 € por ano.

E isto a contar uma só marcação perdida por dia, com um valor médio modesto. Se o seu valor médio ronda os 50 € (coloração, tratamentos) ou perde duas chamadas por dia, está a falar de 15.000-25.000 € anuais. Não é exagero de vendedor: é multiplicar três números que pode confirmar. Aliás, faça-o agora: abra o registo de chamadas do telemóvel, conte as perdidas da última semana em horário de abertura, e multiplique.

Porque «depois ligo-lhe» não funciona

Ligar de volta chega quase sempre tarde, por uma razão simples: quem procura marcação quer resolver já. Está na pausa do trabalho, tem dois minutos, e vai ligar a salões até que um atenda. Quando lhe liga às 20:30, ela já tem hora noutro sítio — e o pior: se gostar, talvez não volte. A primeira a atender ganha; é a regra não escrita do setor.

O atendedor de chamadas também não é solução: a esmagadora maioria desliga ao ouvi-lo. E o clássico «escreva-me por WhatsApp» da mensagem ajuda… se depois alguém responder ao WhatsApp na hora, que é outra guerra diferente.

As três soluções reais (com prós e contras)

1. Contratar rececionista. A solução tradicional e a mais cara: meio horário passa facilmente dos 700-800 € por mês com encargos. Faz sentido em salões grandes onde também trata da caixa, do stock e da equipa. Para um salão de uma a quatro cadeiras, as contas raramente batem só pelo telefone.

2. Revezar o telefone na equipa. Grátis no papel, caríssimo na prática: cada chamada interrompe um serviço, alonga os tempos e stressa toda a gente. E continua sem resolver as chamadas da hora de almoço, do dia de fecho ou das 21:00.

3. Um assistente de voz. A opção nova: uma IA que atende com voz natural quando não pode, conhece os seus serviços, preços e as vagas reais da agenda, e marca a hora durante a própria chamada. Ativa-se com um encaminhamento de chamadas — o seu número de sempre, sem mudar nada — e só entra quando não atende: se atender, ela nem aparece. Cada chamada fica registada com o seu resumo, para saber o que se falou. É exatamente o que faz o assistente de voz da ClaudIA. Uma nota honesta: a voz funciona hoje num número espanhol, por isso está disponível para salões em Espanha enquanto conseguimos número local noutros países — tudo o resto funciona em qualquer lado desde o primeiro dia.

Veja como a ClaudIA atende, marca e regista cada conversa do seu salão

O telefone não é o inimigo — o silêncio, sim

A sua cliente não se zanga por estar a trabalhar: vai-se embora porque ninguém lhe respondeu. A diferença entre um salão que cresce e um que estagna muitas vezes não está nas mãos (as suas são boas) mas em quantas das pessoas que tentaram marcar o conseguiram. Ponha um número às suas chamadas perdidas esta semana. Se der menos de 770 € por mês, parabéns: é a exceção. Se der mais, já sabe onde está o dinheiro mais fácil de recuperar de todo o seu negócio.

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