Atualizado 2026-07-10 · 4 min de leitura
Para quem é isto. O VeriFactu é uma norma fiscal espanhola e aplica-se a salões em Espanha, incluindo os muitos geridos por donos que não leem espanhol. Se o seu salão é noutro país, isto não se aplica — o seu país tem as suas próprias regras sobre software de faturação, se as tiver.
Se tem um salão de cabeleireiro ou estética em Espanha, há uma data que lhe convém apontar: a partir de 2027, os talões do seu salão terão de ser emitidos com um sistema de faturação adaptado ao VeriFactu, o novo controlo da autoridade tributária espanhola. Não é opcional, não depende do seu tamanho, e afeta igualmente o salão de uma só cadeira e a cadeia com cinco lojas. A boa notícia: entendido a tempo, é um trâmite, não um drama.
O que é o VeriFactu, em português claro
VeriFactu é o nome do sistema criado pelo Real Decreto 1007/2023 (a lei antifraude) para que os programas de faturação não possam apagar nem manipular talões. Sempre que cobrar um serviço, o seu software gerará um registo cifrado e encadeado com o anterior — como os elos de uma corrente: se mexer num, nota-se — e o seu talão levará um código QR que qualquer cliente (ou um inspetor) pode ler para o verificar perante a autoridade tributária.
Na modalidade mais habitual, o próprio programa envia cada registo ao fisco no momento. Soa a Big Brother? Na realidade, para um salão que trabalha bem, muda pouco: continua a cobrar igual, só que o talão sai com QR e o sistema por trás cumpre uns requisitos técnicos.
As datas que o afetam
Atenção ao ruído da internet: estas datas já mudaram duas vezes (originalmente era 2026), por isso vai encontrar artigos desatualizados por todo o lado. Hoje, depois do último adiamento, o calendário é o de cima. Há uma terceira data que já passou: desde 29 de julho de 2025, os fabricantes de software só podem comercializar programas adaptados. Tradução: se vai mudar de caixa ou de programa de gestão este ano, exija que já seja conforme ao VeriFactu — comprar hoje algo não adaptado é comprar um problema.
E se fizer os talões à mão?
Aqui está o pormenor que quase ninguém explica bem. O VeriFactu regula os sistemas informáticos de faturação: se hoje não usa nenhum (bloco de papel, caixa registadora puramente mecânica), a norma não o obriga a digitalizar-se. Mas sejamos honestos: assim que usa qualquer programa para cobrar — uma caixa tátil, uma aplicação, o módulo de caixa do seu software de marcações —, esse programa tem de cumprir. E a tendência do setor é clara: entre o VeriFactu, o registo de horários digital que vem aí e a gestão de marcações, o salão 100 % papel tem os dias contados.
O que devia fazer este ano (checklist realista)
- 1. Pergunte ao seu fornecedor atual de caixa se o sistema está adaptado e peça-lhe a declaração de conformidade por escrito. Se lhe der voltas, mau sinal.
- 2. Se está a pensar mudar de programa, meta o VeriFactu na lista de requisitos inegociáveis, ao lado da ausência de fidelização e de comissões.
- 3. Fale com o seu contabilista sobre o seu caso concreto (sociedade ou independente) para confirmar a sua data exata.
- 4. Não pague pânico: floresceram vendedores a usar o VeriFactu como tática de medo com «ofertas que caducam hoje». Tem tempo para decidir bem.
E a ClaudIA o que tem a ver com isto?
Transparência total, que é para isso que serve o nosso blog: a ClaudIA é o assistente virtual que atende o WhatsApp, o Instagram e o telefone do seu salão e lhe enche a agenda — não é uma caixa registadora. Hoje convive com qualquer caixa adaptada ao VeriFactu (a sua agenda e a sua caixa, cada uma no seu). E estamos a construir um módulo de talões com QR da autoridade tributária para os emitir diretamente ao fechar a marcação, que chegará muito antes de a lei o obrigar. Se quiser que o avisemos quando estiver pronto, escreva-nos a partir da página de perguntas frequentes.
O essencial, em três linhas
O VeriFactu chega ao seu salão em 2027 (janeiro se for sociedade, julho se for independente). Exige que o software com que cobra gere registos inalteráveis e talões com QR verificável. A sua tarefa de 2026 é uma só: garantir que a sua caixa — a atual ou a que comprar — está adaptada, com declaração de conformidade do fabricante na mão.
*Este artigo é informativo e não substitui o conselho da sua contabilidade. Última revisão de datas e legislação: julho de 2026.*
