ClaudIA
O blog do salão

Que informação NÃO deve passar por um assistente automático num salão

Atualizado 2026-09-03 · 4 min de leitura

Um assistente que atende o WhatsApp de um salão vê muita coisa: quem escreve, quando, o que pede, que foto envia. É o que lhe permite atender bem. Mas há informação que não deve guardar, outra que não deve repetir e outra que nunca deve pedir, e a diferença entre um assistente sério e um perigoso está exatamente aí. Esta é a lista, com o que a ClaudIA faz em cada caso.

A regra curta: um assistente atende com os dados da agenda (quem, quando, que serviço) e com as preferências que você decidir. Tudo o que seja saúde, dinheiro ou notas privadas fica fora da conversa.

1. As notas privadas da ficha

«Não gosta da franja curta», «pergunta sempre pela cadela», «paga tarde». São ouro para atender bem, e são para si. Um assistente pode usar as preferências de trato para falar com naturalidade; o que não pode fazer é repeti-las ao cliente nem mencionar o que apontou para a equipa.

Na ClaudIA há duas coisas distintas na ficha: as preferências de trato, que o assistente usa com naturalidade, e as notas privadas, que são só do salão e nunca entram no que responde.

2. Os dados de saúde

Alergias, gravidez, o teste de sensibilidade da coloração, medicação. Num salão aparecem, porque um serviço os exige. Mas são dados de saúde, com proteção reforçada no RGPD, e uma conversa de WhatsApp não é o sítio onde os guardar.

O correto: o assistente pode avisar que um serviço precisa de teste de sensibilidade prévio e oferecer marcação para ele; as alergias e a data do teste apontam-se na ficha, a partir do painel e por uma pessoa. O que um assistente não deve fazer é interrogar sobre saúde por chat nem guardar respostas de saúde no histórico de mensagens.

3. Os cartões e o dinheiro

Nunca por chat. Se cobra sinal, cobra-se com um método que não passe pela conversa, como uma aplicação de transferências, ou com uma ligação de pagamento segura do fornecedor, em que o número do cartão é recebido pelo fornecedor de pagamentos e não pelo seu programa. Um assistente que pede «envie-me o número do cartão» está a pedir um dado que não pode proteger, e está a pô-la a si no lugar de quem o guardou.

4. As fotos

Uma cliente envia a foto do visual que quer, ou do cabelo como está agora. É útil: orienta o serviço. O que há que saber é quanto tempo essa foto fica guardada e onde. Na ClaudIA, as fotos e as mensagens de voz das conversas conservam-se no máximo 90 dias nos nossos sistemas e depois apagam-se sozinhas; a mensagem original continua no WhatsApp do salão, que é seu.

E uma regra de ofício, não de lei: o assistente orienta com os seus preços a partir da foto, mas não fecha um preço por foto. Isso decide-se com o cabelo à frente.

5. O que conta a um cliente sobre outro cliente

Parece óbvio e acontece: «A que horas está marcada a Marta?», perguntado por quem não é a Marta. Um assistente deve falar com cada pessoa só das marcações dela. O mesmo com as famílias que partilham telefone: uma ficha por pessoa, e cada uma vê o que é seu.

6. O que se usa para treinar

É a pergunta que convém fazer a qualquer fornecedor: as conversas dos meus clientes são usadas para treinar o modelo? A resposta certa é que não, e por escrito. Na ClaudIA os dados dos negócios não são usados para treinar modelos de inteligência artificial, nem próprios nem de terceiros, não se vendem, não se cedem e não se cruzam entre negócios distintos. Está na política de privacidade e no contrato de subcontratante que se assina ao começar.

7. As comunicações a quem não as pediu

A quem traz da sua lista de contactos ou de outro programa não pediu autorização para lhe enviar promoções. A lei di-lo com clareza, e um assistente sério trata disso sozinho: a quem chega por importação não envia nenhuma comunicação comercial até essa pessoa lhe escrever ou até lhe criar uma marcação. Os lembretes das marcações dela sim, porque isso é atender.

Pergunte na demonstração o que a ClaudIA vê, o que guarda e o que não guarda: a resposta está escrita

Como saber se o seu fornecedor faz bem

Bastam três perguntas. Onde estão os dados e com que contrato? (União Europeia e contrato de subcontratante, com a lista das empresas que intervêm.) São usados para treinar? (Não, por escrito.) Posso levá-los? (Sim, a partir do painel, sem fidelização.) Um fornecedor que responde às três sem procurar na internet tem o assunto pensado. Um que não responde, não tem, e os dados são dos seus clientes.

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