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Quanto cobrar no seu salão: calcule os seus preços

Atualizado 2026-07-16 · 3 min de leitura

Como definiu o preço do seu corte? Se a resposta honesta é «vi o que cobravam na zona e pus-me parecido», bem-vindo ao clube maioritário — e ao problema: está a usar os custos de outro negócio (que não conhece) para definir as receitas do seu. Hoje montamos o seu preço a partir dos seus números reais, com um método de uma tarde e uma calculadora.

Passo 1 — Todos os seus custos mensais, sem piedade

Faça a lista completa do que custa abrir a porta durante um mês, incluindo as rubricas que se esquecem sempre:

Exemplo realista de um salão pequeno (o senhor mais uma pessoa a meio tempo): 750 € de renda + 210 € de consumos + 1.300 € do seu ordenado + 250 € das suas contribuições + 800 € do meio tempo com contribuições + 450 € de produto + 230 € de seguros, contabilidade, software e marketing = 3.990 €/mês.

Passo 2 — As suas horas faturáveis (o número que ninguém calcula)

Abre cerca de 170 h/mês, mas não fatura 170: há períodos vazios, chamadas, limpeza, a cliente que chega tarde. Com uma boa ocupação de 70 %, tem cerca de 120 horas faturáveis entre as duas cadeiras ativas. E aqui está a revelação:

3.990 € de custos ÷ 120 horas faturáveis = 33 €/hora de cadeira. Cada hora de serviço que cobre abaixo disso está a ser subsidiada por si.

Este número — o seu custo por hora de cadeira — é a bússola de todo o negócio. Quando a ocupação desce, ele sobe (por isso encher os períodos vazios barateia a sua hora); quando perde uma marcação por uma chamada que ninguém atendeu, perde 33 € ainda que «não tenha acontecido nada».

Passo 3 — Do custo/hora ao preço de cada serviço

Fórmula: (custo/hora × tempo do serviço) + produto consumido + margem de lucro (15-25 %). Com o nosso exemplo:

Saíram-lhe números acima da sua tabela atual? Saem a quase toda a gente: é o momento incómodo do método, e a explicação de por que tantos salões cheios não chegam ao fim do mês. As saídas são três e combinam-se: ajustar preços (este guia é sobre como o comunicar), subir a ocupação (mais horas faturáveis = custo/hora menor) ou cortar tempos mortos dentro de cada serviço. O que não é uma saída é continuar a cobrar 19 € por algo que lhe custa 26 € a produzir.

Passo 4 — Vigie que a realidade obedece ao plano

O preço bem calculado estraga-se em silêncio: serviços que se alongam, produto que se gasta a mais, descontos «por ser o senhor» que corroem a margem. Reveja mensalmente o valor médio por visita e a faturação por serviço — os relatórios de faturação dão-lhe isso feito — e recalcule o custo/hora sempre que mude um custo grande (renda, uma contratação) e no mínimo uma vez por ano.

A ClaudIA dá-lhe a faturação por serviço e por profissional para vigiar as suas margens

A concorrência pode inspirar o seu posicionamento; os seus preços só podem sair dos seus custos. Uma tarde com esta calculadora vale mais do que dez anos de «pôr-se parecido» — e costuma ser a tarde em que um ofício se transforma num negócio.

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